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Como escolher um fato de surf?

Terminaram as sessões encurtadas pelo frio ou as chatices para vestir um fato mal escolhido! Explicamos-te tudo o que precisas de saber sobre os fatos de surf.

Ah, a escolha do fato… Queremos estar quentes, mas confortáveis e, se possível, com estilo. Temperatura da água, espessura, acabamentos, escolha do tamanho... Fazemos o ponto da situação.

Como escolher o fato de surf corretamente?

Antes de mais lembra-te que, ao experimentares o fato ele deve ficar mesmo justo ao corpo, pode ficar até um pouco desconfortável no inicio,  o fato de surf vai adaptar-se mais ao teu corpo após as primeiras sessões.
Tem em conta a temperatura da agua na qual vais surfar. A espessura vai indicar se o fato é mais quente ou mais frio. Vem representada na descrição assim, 5.4mm, 4.3mm, 3.2mm, 2.2mm, a estes números correspondem a espessura do tronco e membros respectivamente. Quanto mais espesso mais quente é o fato.

Que formato para que prática?

  • O fato completo: é a proteção máxima, adequado para o inverno e a meia-estação, em águas frias ou temperadas consoante a espessura do componente. Existe com ou sem capuz. O capuz integrado permite-te manter a cabeça quente, proteger os ouvidos e minimizar ao máximo todas as entradas de água que podes ter com um capuz clássico. 
  • O fato shorty: a sua principal vantagem é a liberdade de movimentos! Indispensável para surfar em águas quentes ou nos períodos de verão, o shorty (mangas curtas ou mangas compridas) proporciona uma maior liberdade de movimentos e, portanto, de conforto nas tuas manobras, do que um fato integral. Para as surfistas, existe a escolha entre dois tipos de shorty: o shorty "clássico", com o comprimento das pernas a meio da coxa, ou o shorty cueca, mais cavado, com um corte que se aproxima mais do fato de banho.
  • O Long John (para homem) ou o Long Jane (para mulher): é um fato de surf em neoprene com pernas compridas, mas sem mangas. Este tipo de fato, ideal para águas temperadas, oferece uma boa proteção térmica nas pernas, garantindo ao mesmo tempo uma grande liberdade de movimentos nos braços para a remada.
  • O top de neoprene ou casaco de neoprene: muitas vezes utilizado também pela sua proteção UV, permite um ligeiro isolamento térmico.

Escolher o fato de surf consoante a duração da sessão

➡️ Sessões curtas, menos de 1 hora:

Se prevês uma sessão rápida, de uma hora ou menos, tens uma pequena margem de manobra, no sentido em que o teu corpo não terá, geralmente, tempo para arrefecer significativamente. Neste caso, podes privilegiar um fato ligeiramente menos espesso se estiveres na dúvida entre duas espessuras, para ganhares em flexibilidade e conforto. Por exemplo, se a água estiver no limite entre um 3/2 mm e um 4/3 mm, um 3/2 mm poderá ser suficiente para um "quick dip".

➡️ Sessões de 1 a 2 horas :

A maioria das sessões de surf situa-se nesta faixa. Para estas durações, o teu fato deve oferecer um bom compromisso entre facilidade ao vestir, liberdade de movimentos e conforto térmico. Não subestimes o arrefecimento gradual! Se és sensível ao frio ou se o tempo estiver instável, optar pelo limite superior da espessura recomendada para a temperatura da água é uma decisão sensata (por exemplo, escolher um 4/3 mm em vez de um 3/2 mm se a temperatura estiver no limite).

➡️ Sessões longas, 3 horas :

Quer se devam a condições excecionais ou a uma paixão avassaladora, ou, muitas vezes, à combinação de ambas, as sessões longas são exigentes. Neste caso, escolhe uma liberdade de movimentos máxima graças a um fato de surf dotado das melhores montagens e composto por um neoprene muito flexível.

Este tipo de sessão exige uma proteção térmica perfeitamente adaptada ao teu ambiente. Para estas durações prolongadas, a hipotermia torna-se um risco real se o fato não for o adequado. Bem, se a água estiver a 25 graus, o conforto térmico não é uma questão, mas se falarmos de uma água a 10 graus, aí a história muda logo de figura. Neste cenário, só podemos recomendar que escolhas o fato mais quente e com o melhor isolamento que as condições permitam.

Sistema de fecho: um fator essencial

Não vamos mentir: vestir um fato de surf é, por vezes, um desporto por si só, especialmente quando está frio e já só pensamos na primeira vaga. Por isso, a escolha do sistema de fecho é um detalhe longe de ser insignificante! Tem um impacto direto na facilidade ao vestir, no conforto durante a remada e, acima de tudo, na estanquidade do teu fato. Sabemos que cada surfista tem as suas preferências e os seus pequenos hábitos, por isso vamos ver juntos as opções à tua disposição:

  • O fecho traseiro (Back Zip) : é o sistema mais comum, aquele que a maioria de nós conheceu no início. O fecho corre ao longo das costas e é, por norma, muito fácil de vestir e despir sozinho. É uma grande vantagem quando se está com pressa ou não se tem ninguém por perto para dar uma ajuda. A desvantagem é que, por vezes, pode deixar entrar um pouco de água fria nas costas — o famoso "flush" que nos acorda num instante!
  • O fecho frontal (Chest Zip / Front Zip) : Mais curto e situado na parte da frente do fato, o fecho no peito reduz consideravelmente a entrada de água e oferece uma maior liberdade de movimentos na zona das costas e dos ombros. Prático para a remada! É, muitas vezes, a escolha dos surfistas que passam muito tempo na água ou que enfrentam águas mais frescas. No inverno, a espessura de neoprene no corpo é maior e acaba por limitar os movimentos; a opção por um front zip permite, ao mesmo tempo, uma melhor estanquidade e uma boa liberdade de movimentos a remar. Com a curvatura natural das costas ao remar na prancha de surf, o posicionamento do front zip no fato foi estudado para não incomodar durante a prática. Admitimos que vestir exige um pouco de prática no início — é preciso passar um ombro de cada vez e, depois, puxar a gola —, mas, uma vez apanhado o jeito, é facílimo e garante um conforto inigualável na sessão.
  • Zip-free : Para os puristas e aficionados da performance, existem ainda fatos sem fecho. É o suprassumo da flexibilidade e da limitação de entradas de água, uma vez que não tem qualquer costura ou fecho rígido a condicionar os movimentos. Como podes imaginar, vestir este fato é o processo mais técnico, sendo necessário entrar através da abertura da gola. É uma escolha para os surfistas experientes que procuram a sensação o mais próxima possível de uma "segunda pele" e que estão dispostos a investir um pouco mais de tempo para vestir o seu precioso equipamento.

As costuras : um acabamento a ter em conta!

Se o fecho é importante, as costuras são literalmente o esqueleto do teu fato! Resumidamente, são elas que unem os painéis do componente em neoprene e, acima de tudo, que determinam a estanquidade, a durabilidade e a flexibilidade da tua preciosa segunda pele. A gente sabe: ninguém gosta de sentir um fio de água gelada a entrar a cada duck dive ou de ver o fato a desfazer-se após algumas sessões. Por isso, vamos descodificar juntos os três grandes tipos de costura, do mais simples ao mais sofisticado, para que faças a melhor escolha.

  • Costuras planas (Flatlock) : Certamente já viste estas costuras fáceis de reconhecer: parecem malhas planas que atravessam o componente em neoprene de um lado ao outro. É o tipo de costura mais comum nos fatos de verão ou nos shorties. A sua maior vantagem? São muito confortáveis, pois não criam fricção nem irritações na pele. Também são resistentes. A sua limitação? Não são estanque à água, que pode entrar pelos pequenos orifícios, mas para águas quentes isso não é verdadeiramente um problema.
  • Costuras coladas e cosidas (GBS - Glued and Blind Stitched): É a norma para a maioria dos fatos de meia-estação e de inverno. O princípio é simples mas engenhoso: os painéis de neoprene são primeiro colados bordo a bordo e, depois, as costuras são feitas sem atravessar completamente o componente em neoprene. A vantagem? As entradas de água são drasticamente reduzidas, pois a água não consegue passar diretamente através dos pontos. O isolamento térmico é, assim, muito superior.
  • Costuras líquidas (Liquid Taped / Sealed Seams): Se surfas em águas frias ou procuras a elite no que toca a estanquidade e durabilidade, é para as costuras líquidas que deves olhar. Trata-se de costuras GBS sobre as quais é aplicada uma tira de componente neoprene líquido. É o sistema mais estanque que existe, impedindo a entrada da mínima gota de água. Esta tira líquida adiciona também uma resistência incrível à costura, prolongando significativamente a vida útil do teu fato.

Como saber o tamanho do fato de surf?

Um fato de surf deve ser usado muito ajustado ao corpo e não deve haver vincos excessivos visíveis, pois o objetivo é garantir a máxima eficiência térmica. Em seco, é normal sentires o fato um pouco justo demais; esse desconforto desaparece assim que o fato se molha. Se escolheres um fato grande demais, vão formar-se dobras, surgirão irritações na pele e o isolamento térmico será reduzido. Em suma, um fato grande demais deixará entrar água e um fato pequeno demais provocará desconforto na remada, prejudicará a circulação e limitará a flexibilidade.

Para escolher o tamanho certo, nada como experimentar! Em seco, deves conseguir levantar os braços, inclinar-te para a frente e simular a remada, sem restrições. A nossa dica: se conseguires beliscar o componente na zona dos braços, do peito e das gemas, sem o descolar da pele, então acertaste — é o tamanho certo. Se não conseguires beliscar, o fato está demasiado justo; se ele se descolar da pele, significa que está grande demais.

Após a compra, lembra-te de cuidar bem do teu fato de surf para prolongar a sua vida útil. Passa-o por água limpa após cada sessão e evita secá-lo ao sol. A sombra é a melhor amiga do teu fato.

Um fato de surf alarga?

Sim, um fato de surf alarga um pouco, mas nunca um tamanho inteiro! Ao longo das sessões, o neoprene vai naturalmente ceder e adaptar-se à forma do teu corpo, tornando-se um pouco mais flexível e confortável. É por isso que é frequentemente aconselhado escolher um fato que fique bem ajustado, ou até um pouco "justo" (sem ser desconfortável ao ponto de prejudicar a respiração ou a circulação) no primeiro teste. Ele acabará por moldar-se perfeitamente às tuas formas após algumas sessões.

Escolher o fato de surf em função da temperatura da água

A espessura do neoprene varia consoante a temperatura da água. Quanto mais fria for a temperatura da água no teu spot, mais espesso deverá ser o fato.

Antes de ir à água, escolhe cuidadosamente a espessura do neoprene do teu fato pois vai determinar a eficácia de isolamento e, assim, a duração da tua sessão de surf

Considera a espessura do neoprene como uma segunda pele que constitui uma barreira contra a água fria. Está indicada através de dois números: 5/4 milímetros, 4/3 milímetros, 3/2 milímetros ou 2/2 milímetros - correspondem à espessura no tronco e nos membros respectivamente

Escolher o fato de surf de acordo com a morfologia 

Para tirares pleno partido das funcionalidades do fato, é preciso que escolhas o tamanho adequado.

O fato de surf deve ficar bastante justo e não deve haver nenhuma prega visível a fim de garantir uma melhor eficácia térmica. É normal sentires-te apertado(a) com o fato seco mas este desconforto desaparece quando o fato ficar molhado. Se escolheres um fato demasiado grande formar-se-ão pregas, surgirão irritações e o isolamento térmico será reduzido (entradas de água).

Atenção: as 3 medidas não coincidem exatamente com as da tabela? O perímetro do peito deve ser priorizado, depois o perímetro da cintura e por fim o tamanho da bacia

Após a compra, conserva o fato de neoprene: passa-o por água corrente depois de cada sessão e não o deixes secar ao sol. A sombra é amiga do neoprene…

Última recomendação: como surfista informado, guarda alguma energia para despir o fato depois de saires da água!

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CC

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